Quarta-feira, Julho 15, 2009
São Paulo sem frescura
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Nattércia Damasceno
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Quarta-feira, Julho 08, 2009
E a trilogia se completa!
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Nattércia Damasceno
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12:17
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Domingo, Julho 05, 2009
"Eu quero me trepar num pé de coco"
Chegando ao Arraial Cultural eu só conseguia me perguntar quem foram os responsáveis por cortar, pregar e pendurar as 317 mil bandeirinhas coloridas. Ficou lindo demais, mas deve ter dado um trabalho desgraçado.
Ainda pensando em números, também queria saber quem foi o sortudo que ganhou a licitação da chita e do TNT, porque haja pano, meu amigo.
Esse ano o Arraial trouxe um ‘velho’ conhecido: Moraes Moreira. Fui ao show pagar uma dívida adquirida nas férias do ano passado, que gerou um ‘quase mico’ no shopping de Recife. Entretanto, só eu parecia ter compromisso com o Moraes. “Pense num público desanimado...”. O homem tentou de tudo quanto foi jeito, mas no fundo ele deveria estar pensando “Esse é o público mais broxante que já vi na vida”.
Não fosse a galerinha do governo dar uma animada lá na frente e ensaiar uns passos de quadrilha, eu diria que o show foi um fracasso em termos de ‘resposta de público’, mas isso certamente não estará nos jornais de terça-feira. São só impressões infundadas de uma pseudo-jornalista, falsa aliada e zaz zaz zaz.
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Nattércia Damasceno
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23:18
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
Enquanto isso, no celular da fiRma...
-Alô (eu)
-Oi, eu queria falar com o José?
- Foi engano, senhora. Esse celular não é do José.
Minutos depois...
-Fia, chama o José aí pra mim só um instantinho, pufavor!
-FIA, ESSE CELULAR NÃO É DO JOSÉ!
-E como ele me deu esse número?
- Deu errado, ora bolas.
Meia hora depois...
-Maninha, chama o José, pufavor. Eu não sou nada dele não, é meu tio que quer falar com ele.
Eu, incrédula:
- Moça, esse celular é do trabalho. Eu não conheço nenhum José!
- E o José é INDIOTA por acaso, pra me dar o número errado?
-É!
-Tu é palhaça....
- Haha
Pensou que ia parar por aí, né? Eu também, mas brasileiro não desiste nunca. Toca o celular outra vez.
- Oi, eu queria falar com o José.
- Tu quer falar com ele? Vou chamar!
Passo o celular para o meu primo...
- Oi...
- NEGO VÉI, QUEM É ESSA MULHER?
- Nega véia, é minha gata!
- Que gata?
-Uma gata de fora aí que eu arrumei...
-E onde é que tu tá?
-Ah, não posso falar não, porque depois tu vem aqui e vai querer dar barraco...
- Hein, onde é que tu tá?
-Ó, vou ter que desligar...Depois eu te ligo, tá?
- Tá.
-Tchau
*Eu daria tudo pra ver o reencontro do José com essa mulher. Tenho pena dele!
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Nattércia Damasceno
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22:47
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Quarta-feira, Julho 01, 2009
Da injustiças da vida
É ter que pedir uma carteira canhota sempre que entrar em uma sala de aula e ter que suportar imposições sociais constantes, como se submeter a colocar o copo no lado direito da mesinha do avião, porque eles marcam o lugar.
O consolo é que não estou sozinha neste lado das coisas. Imagino as dificuldades que Leonardo da Vinci, Michelangelo e Pablo Picasso tiveram que enfrentar numa época cheia de preconceitos, os malabarismos que Jimi Hendrix e Kurt Cobain fizeram para tocar direitinho e o quanto o mestre Marshall McLuhan teve que se impor para provar que “O meio é a mensagem”.
Em muitas línguas, ‘canhoto’ é sinônimo de desastrado e inábil. Com relação a desastres eu posso até confirmar a teoria, mas eu consigo fazer coisas bem úteis com a mão esquerda. Uma delas delas é usar os talheres como pede a boa etiqueta. Infelizmente a prática só é reconhecida pela Gloria Kalil e pela Fabiana.
Outro benefício que esta vida me proporciona é que minha mãe nunca deixa eu varrer a casa, porque não suporta ver minha total inabilidade com a vassoura.
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Nattércia Damasceno
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11:09
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Domingo, Junho 28, 2009
Tá contigo!
Semana passada me vi numa daquelas situações em que alguém toca teu ombro, diz “tá contigo” e sai correndo.
E foi nessa mesma brincadeirinha sem graça que minutos depois me vi em frente a um púlpito, com microfone na mão, tremendo mais que vara verde e dizendo “Senhoras e senhores, bom dia!”
Ao contrário dos que muitos pensam, nem toda criatura que faz jornalismo tem vocação para Fátima Bernardes e eu, definitivamente, não me sinto à vontade nesse papel. Estava acompanhando o presidente da instituição que assessoro em uma assinatura de um convênio e o cerimonalista do evento faltou. Em momentos como estes, o que vale é a lei do “Só tem tu, vai tu mesmo”.
Tentei me portar da forma mais cerimonial possível, li tudo o que estava no roteiro, levantando a cabeça simpaticamente para público e consegui fazer (quase) tudo certo.
Nos intervalos das minhas falas, sacava a câmera fotográfica e tirava algumas fotos, porque, como era de se esperar, não havia ninguém para me substituir na função de assessora e eu ia acabar me atrapalhando.
As coisas deram certo até o momento em que a opoiei o microfone no púlpito pra tirar uma foto e ele saiu rolando até cair do chão e fazer um barulho tremendo. É claro que nessa hora todos os olhares se lançaram em minha direção, então eu ri amarelamente, todo mundo me acompanhou e a programação seguiu seu curso normal.
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Nattércia Damasceno
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21:54
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Sexta-feira, Junho 19, 2009
Dos documentos oficiais
Prezadas tchuras,
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Nattércia Damasceno
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